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Eleições 2020 - confira neste post as principais propostas dos três candidatos à presidência do Corinthians

2020.11.04 18:00 PolylingualAnilingus Eleições 2020 - confira neste post as principais propostas dos três candidatos à presidência do Corinthians

Boa tarde, nação corinthiana do Reddit. Estamos fazendo este post para deixar mais claras as propostas (já postadas em posts separados) dos três candidatos à presidência, sem precisar ir a outro site ou ver vários posts diferentes.
Aqui seguem as propostas dos 3 candidatos, em ordem alfabética.
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Augusto Melo:

1 - Gestão Meritocrática

Criar um plano com metas e objetivos. Gerir o Corinthians de forma clara, objetiva, profissional e organizada, com responsabilidade com os ativos financeiros, físicos, tecnológicos e humanos.
Administrar o clube para orgulho de cada corintiano, com uma visão de futuro e de vanguarda. Ter profissionais qualificados nas áreas e com perfil vencedor.

2 - Financeiro

Recuperação da credibilidade financeira e moral. Apresentar os ativos de valores da marca e de sua torcida e o seu grande potencial financeiro para toda e qualquer ação.

3 - Jurídico

Ter uma equipe profissional de grandes advogados especialistas em áreas distintas, que blindem o Corinthians.
Contratar especialistas nas áreas de: compliance (conformidade), trabalhista, esportivo, empresarial e recuperação de créditos.

4 - Clube social

Desenvolver uma administração independente para o clube social, com gestão de custos e gastos para torná-lo autossustentável. Aumentar o número de associados com atrações que o clube possa dispor, decorrente da excelente localização que se encontra.
Modernizar o clube e criar uma referência de espaço multiuso para os sócios de forma autossustentável juntando conveniência, diversão, segurança e entretenimento aos sócios e aos corintianos.
Criar uma rede de hotéis do Corinthians, começando pelo clube e depois no CT, adotando o sistema "timeshare", que dá a garantia ao Corinthians de ter receita mesmo em baixa temporada de férias ou eventos. Oferecer clube, parque, shopping e hotel num único espaço.
Trabalhar para fazer com que a mulher tenha maior participação na vida do clube, como o direito ao voto do sócio 01, por exemplo.

5 - Arena

Transformar a Arena numa grande fonte de espetáculos e de atrações comerciais e corporativas, transformando-a num grande polo esportivo, cultural e de entretenimento de São Paulo.
Restabelecer o domínio administrativo e financeiro da Arena. Revisar e renegociar os acordos vigentes.
Todos os jogos na Arena serão um espetáculo.

6 - Futebol

Desenvolver um departamento de futebol do clube vencedor, com administração séria, transparente e competente. Os atletas que vierem a jogar no Corinthians serão valorizados por toda a estrutura profissional em que estarão inseridos e, por isso, serão cobrados também pelo profissionalismo esportivo e de conduta. Um time forte se faz com atletas fortes e com planejamento pautado nos resultados, esportivos e financeiros.
Será oferecida uma gestão de marca e curadoria aos jogadores. Desenvolveremos e manteremos novos ídolos para o Corinthians. Teremos um time de futebol montado com verdadeiros guerreiros e que jogarão com o ímpeto de vencedores.
Na base, desenvolver o departamento com efetiva formação de atletas. Já no futebol feminino, ser referência esportiva, administrativa e de marketing. Utilizar premissas de desenvolvimento do futebol masculino no feminino.
Nas negociações, ter critérios pré-estabelecidos que serão rigorosamente cumpridos, satisfazendo os objetivos do atleta e do Corinthians, não dos empresários.
O time irá treinar no clube social uma vez por mês. A sirene do Parque São Jorge será tocada nas apresentações dos jogadores.
Queremos ser referência também nos departamentos de estatística, médico, de fisiologia e fisioterapia esportiva.

7 - Ingressos

O valor do ingresso será congelado durante um ano. Crianças abaixo de oito anos não pagarão ingresso. O programa Fiel Torcedor será aprimorado e com de abrangência nacional. A cada jogo do Corinthians, uma família que nunca assistiu a uma partida do time será beneficiada com uma ida ao estádio para acompanhar o espetáculo.

8 - Corinthians Solidário

Em todos os jogos mil ingressos serão disponibilizados para pessoas carentes.
A cada partida os torcedores poderão entrar numa plataforma e assinalar quantas cestas básicas eles doarão para uma entidade assistencial a cada gol marcado pelo Corinthians. Esta promoção faz com que, a cada jogo, seja criada uma “Bolsa de Apostas do Bem”.

9 - Shows e eventos

Será criado um calendário de eventos para o clube. No Parque São Jorge, serão realizados shows a preços populares. Na Arena, grandes eventos.

10 - Institucional

Reestruturar todo o projeto de iluminação do clube, batizado de "Projeto Lampião", nome inspirado na história de criação do Corinthians.
Enaltecer os ídolos que escreveram a história de conquistas e vitórias do Timão.
Desenvolver uma metodologia de incentivo aos esportes amadores do Corinthians, valorizando futuros atletas e incentivando a prática do esporte em suas diferentes modalidades e características, com incentivos fiscais federais e estaduais.
Pensando nos jovens, o Corinthians terá uma das mais importantes e modernas arenas de e-sports do Brasil.
Construir o Hospital Dr. Sócrates no Parque São Jorge e desenvolver clínicas de exames e primeiro atendimento.
Criar a "Salve", operadora de telefonia própria do clube, além de uma uma rede social própria do clube e uma plataforma digital de transmissão por streaming de conteúdo audiovisual por demanda. A programação da televisão contará com conteúdo jornalístico, esportivo e filmes.
Inaugurar a Corinthians Academy, uma plataforma de educação e intercâmbio do Corinthians através do futebol, compartilhamento das metodologias esportivas e de gestão do clube.
Desenvolver uma aliança junto a uma grande instituição internacional, com o compromisso para o ensino da língua inglesa para todos os jogadores que estiverem na base do Corinthians.
Realizar uma vez por mês uma reunião com os torcedores para discutir novas ideias através da perspectiva e experiência de quem vive o dia a dia e acompanha o time em todos os jogos.
Criar a "Fiel Cap", título de capitalização do Corinthians, um produto financeiro/filantrópico que premiará a torcida e destinará parte da arrecadação à Cruz Vermelha.
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Duílio Monteiro Alves:

1 - Clube social

O clube precisa ser um espaço que contemple todas as idades da família corintiana, com segurança, serviços de qualidade, valores acessíveis, boa infraestrutura, esporte, cultura e lazer. Para tanto, como sócio, frequentador desde o berço e profundo conhecedor dos anseios dos associados e das dificuldades do clube, baseamos a gestão do clube social em quatro pilares essenciais: Estrutura, Social/Lazer, Esportes e Tecnologia.
Com base nesses pilares, elaboraremos um Plano Diretor para padronizar a identidade do clube e permitir seu crescimento planejado e dentro da legislação. Vamos modernizar a academia e o parque aquático, ampliar as vagas de estacionamento e criar novas atrações voltadas para as crianças e os adolescentes, como skate (cuja pista foi recentemente inaugurada), BMX e e-Sports, além de incentivar os times Masters do clube. Também implementaremos a segunda fase do projeto de Wi-Fi para os sócios e a entrega das novas funcionalidades do sistema de gestão da secretaria do clube, que facilitará o contato com os associados.

2 - Gestão de esportes olímpicos e amadores

O foco nas modalidades esportivas que vão além do futebol profissional seguirá forte. A intenção é que o Corinthians se estabeleça cada vez mais como um clube formador, em diversas modalidades, tanto no esporte amador quanto para os sócios. E que os esportes sejam, em breve, autossuficientes. Para isso, criaremos um braço específico do departamento de marketing/comercial que trabalhe parcerias de investimento para as modalidades dos diversos esportes praticados no clube, buscando patrocínios, incentivos a intercâmbios, comunicação, promoção e divulgação nas redes digitais do clube. O objetivo é fazer com que os demais esportes sigam o exemplo do que temos hoje com natação, basquete e futsal, que possuem todas as categorias de formação de atletas – para que, assim, o clube possa contar com o atleta que forma, além de evitar perdê-lo para outros clubes. Paralelamente, iremos manter o fortalecimento das seleções associativas, de modo que o sócio possa continuar treinando e participando, sem perder espaço para o atleta de alto rendimento.

3 - Futebol profissional

O Corinthians tem obrigação de disputar títulos todos os anos. Essa certeza me orientou desde quando participei da montagem do time que ganhou o Brasileiro de 2011, a Libertadores e o Mundial de 2012. As taças da última década criaram uma cultura de vitórias, da qual não podemos abrir mão. Tivemos um tri paulista e campanhas sólidas na Copa do Brasil de 2018 e na Sul-Americana de 2019, fomos vices no Paulistão neste ano. Embora não estejamos satisfeitos com os resultados mais recentes, é preciso reconhecer que a atual gestão deixará uma estrutura profissional, em todos os sentidos. Os setores estão consolidados: teremos uma comissão técnica experiente; um elenco com talento e jovens promissores, que evoluirão para um encaixe no futuro; um Centro de Inteligência operante; um CT sem igual no Brasil; uma base forte e totalmente estruturada com seu novo CT, além de uma das Arenas mais modernas do mundo. O time sub-23 cumprirá um papel fundamental: ele dá rodagem e acompanhamento próximo a meninos da base no último estágio da maturação, como ocorreu com Roni, Raul e Xavier, além de abrigar a captação de talentos mais tardios. O desafio é aprimorar para continuar ganhando.

4 - Futebol de base

A formação de atletas exige investimento a longo prazo, olhar apurado e paciência com os processos. A atual gestão continuou a otimização da base, que foi competitiva em todos os campeonatos, revelou talentos que reverteram lucro, como Pedrinho e Carlos, e retorno esportivo, como Mantuan, Lucas Piton, Roni e Xavier no time principal. O próximo passo é ainda mais importante: com a entrega do CT da base neste ano, vizinho ao CT profissional, o Corinthians traz um incremento definitivo à formação e à transição desses jovens para o time adulto. Em 2021, finalizaremos o alojamento que receberá 160 jovens, com conforto para os atletas e confiança para as famílias que muitas vezes optavam por outros clubes devido ao custo do transporte, à moradia distante, à falta de segurança, entre outros aspectos, além de permitir ao Corinthians acompanhar esse atleta mais de perto e orientá-lo no seu crescimento como atleta e cidadão. Iremos ainda implantar as tecnologias de ponta utilizadas com os profissionais também na base, auxiliando no acompanhamento do desempenho, no aprimoramento do desenvolvimento dos jovens e na captação de novos talentos. E para garantir que isso se torne realidade, faremos com que os dois departamentos trabalhem ainda mais próximos e em sintonia, acompanhando e participando pessoalmente de todo o processo.

5 - Futebol feminino

O time feminino do Corinthians é mundialmente reconhecido como um caso de sucesso, graças ao trabalho incessante da diretora Cristiane Gambaré com apoio do presidente Andrés Sánchez. Motivo de enorme orgulho da nossa torcida, ninguém discute hoje que a evolução da modalidade no Brasil e na América do Sul passa, obrigatoriamente, pelo Corinthians. Renovamos nosso compromisso de consolidar o nosso futebol feminino entre os melhores do mundo, contando com talentos de seleção brasileira, como Lelê, Tamires e Andressinha. Nos próximos anos, o futebol feminino também será um laboratório de inovação, dentro e fora do gramado, promovendo, cada vez mais, as histórias de superação, dedicação e enorme talento das nossas meninas e aproximando o clube de um novo perfil de torcida, dedicada à modalidade.

6 - Gestão financeira e governança

Como a capacidade de geração de caixa do nosso clube é gigantesca, precisamos adotar as melhores práticas de gestão, ter profissionais capacitados e fazer uso de ferramentas que nos possibilitem equilibrar as finanças e garantir fluxo de caixa positivo. A disciplina financeira será um objetivo a ser perseguido com elaboração de orçamentos, fluxos de caixa projetados e políticas internas de gastos e investimentos. Tudo alinhado a planejamento estratégico com foco em atender as demandas de nossa imensa torcida e de nossos sócios. Para nos ajudar nesse desafio, estamos alinhando procedimentos com uma das quatro maiores consultorias de gestão do Brasil e do mundo. Trata-se de um investimento que certamente nos ajudará a implementar e perpetuar processos e procedimentos que trarão importante retorno estratégico e financeiro. Governança é algo em que iremos também investir permanentemente para proteger e impulsionar nosso clube. Já estamos sob as regras do Estatuto Social e de outras diversas que precisam ser respeitadas de forma irrestrita, além de constantemente revisadas e aperfeiçoadas. Vamos incentivar o estreitamento das relações com todos os poderes do clube, como Diretoria Executiva, Conselho Deliberativo, Conselho Fiscal e Conselho de Orientação. Na seção “Transparência” do site do clube vamos publicar os balancetes mensalmente, além de todos as demais demonstrações financeiras acompanhadas por relatórios de auditores.

7 - Inovação, comunicação e marketing

A transformação digital do clube exige o cumprimento de uma missão: colocar o nosso torcedor no centro do ecossistema corintiano. Para isso, nossa estratégia é buscar uma interação total clube-torcedor, por meio de um aplicativo de celular fácil e ágil: a ideia é que o ingresso, o gol e até a cerveja da Arena estejam à distância de um clique. Mas a ambição não fica restrita à experiência na Arena: seja para a geração de conteúdo engajador em todas as nossas plataformas, seja para conceber produtos e serviços de real impacto no torcedor, seja para executar um programa de nacionalização e internacionalização do clube a sério, tudo isso exige criar uma relação de intensa intimidade entre clube e torcedor. Todo corintiano importa, esteja ele em Corumbá ou em Yokohama, e nossa gestão tem que garantir que o exercício da paixão corintiana seja pleno em todos os momentos e lugares.

8 - Transformação comercial

Nosso objetivo é aumentar a receita comercial em 50% nos próximos três anos, uma ambição que exige muito mais do que simples venda de patrocínios. É preciso acoplar um misto de microscópio com mira laser em todas as ações comerciais do futuro. Primeiro, criaremos um grupo profissional e verticalizado com foco na geração de parcerias comerciais de valor real para torcedores, parceiros e clube. Depois, combinaremos as ferramentas mais modernas de gestão comercial, como Big Data e Inteligência de Mídias Sociais, com outras já presentes no clube, como o CRM e monitoramento de valor de marca em mídia, a fim de ampliar o alcance dessas ações. O caminho é unificar as bases de dados de torcedores e consumidores, entender seus hábitos de consumo e interpretá-los estrategicamente para o aumento de receita.

9 - Fiel Torcedor

O aprimoramento do nosso programa Fiel Torcedor será uma das nossas maiores prioridades nos próximos três anos. Queremos triplicar a base de associados, e isso significa tornar o Fiel Torcedor atraente a todos, independentemente de onde morem. Como fazer isso? Bom, a gestão atual já investiu numa interação mais direta: o Fiel Torcedor já faz perguntas nas entrevistas coletivas, sejam elas de imprensa ou reservadas aos fiéis-torcedores. Tudo isso será intensificado. Os próximos passos são claros: além dos benefícios tradicionais, como desconto nos ingressos e nos produtos licenciados, haverá acesso a conteúdos exclusivos, experiências únicas no CT e na nossa Arena, participação em jogos e competições com distribuição de prêmios e brindes, prioridade no recebimento de notícias. Enfim, será um caminho para viver a paixão corintiana de forma privilegiada.

10 - Arena

Iremos transformar nossa Neo Química Arena no centro vivo da paixão corintiana. O acordo dos naming rights, combinado com as negociações avançadas para a quitação da Arena, nos permitem projetar uma geração de novos recursos ao clube já no primeiro ano da gestão. Cumprindo sua vocação de equipamento central da Zona Leste, iremos trazer um hotel (já em negociação), um espaço de coworking (já em negociação), tirolesa (fase de contrato), um restaurante no 4º andar (contrato já assinado) e novos bares nos setores Leste/Sul. Outros planos incluem a realização de inúmeras ativações em datas diversas além dos dias de jogos em parceria com a Neo Química, com shows e eventos culturais. Por fim, queremos criar uma incubadora de empreendedorismo digital, o Hub Fiel, a fim de incentivar projetos tecnológicos, os quais o clube terá prioridade na aquisição.
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Mario Gobbi:

1 - Saúde financeira

Como é de conhecimento público, a situação financeira do Corinthians é gravíssima e praticamente pré-falimentar. Então, a recuperação das finanças, bem como da credibilidade do clube, será prioridade. O projeto para esta área é bastante complexo, como teria que ser face à complexidade dos desafios e oportunidades de um clube como o Corinthians. Mas ele passa essencialmente pela gestão eficiente do fluxo de caixa do clube. Temos que equilibrar as contas, voltar a gastar dentro do que o clube arrecada, mas, além disso, buscar o crescimento desta arrecadação, gerando recursos para investir no futebol e nas outras importantes iniciativas do clube. Entre os principais pilares do projeto da área financeira, além de prováveis cortes de custos e da readequação de processos internos que a auditoria de uma das big four\* (Deloitte, Ernst & Young, KPMG e PricewaterhouseCooper) irá nos mostrar, temos um plano de criação de fundos de investimento, feito por um renomado profissional da área e com passagens por grandes instituições brasileiras e internacionais. Em três anos, quero entregar o clube saudável financeiramente e com o caminho trilhado para ocupar o seu devido lugar: o protagonismo permanente no futebol mundial. \Quatro principais empresas de auditoria do mundo.*

2 - Credibilidade

O Corinthians vive uma crise profunda de credibilidade com a sua torcida, que é o principal patrimônio do clube, e com o mercado. Para reconstruirmos esta credibilidade, temos um grande projeto administrativo que, resumidamente, contemplamos: realização de uma auditoria geral em termos de processos administrativos e financeiros, recursos humanos e sistemas de informação; um plano de governança corporativa, gestão de riscos associados e compliance; remodelamento dos processos de aquisições e suprimentos, após diagnóstico dos processos atuais envolvendo seleção, contratação e gestão de fornecedores; reestruturação da área de recursos humanos; revisão da tecnologia e sistemas utilizados em termos de integrações, automação e inteligência de mercado; e atuação na área de patrimônio e controle de obras. Todas as ações, que podem ser conhecidas com muito mais detalhes no site da Reconstrução Corinthiana, certamente colocarão o Corinthians em condições de recuperar a imagem positiva perante a sociedade, incluindo credores, fornecedores, comunidade esportiva, poder judiciário, sócios e torcedores.

3 - Arena Corinthians

O projeto para a Arena Corinthians é grande e todos os pontos podem ser consultados no programa completo. Alguns que cito aqui são: a total profissionalização dos quadros de profissionais do estádio; a transformação em uma Arena multiuso com o objetivo de ampliar drasticamente o número de dias utilizados; e que tenha separação de custos do clube afim de que opere por meios próprios, sob comando do clube.
Algumas das propostas são: aumentar a ocupação do estádio com estratégias de inclusão dos corinthianos de camadas sociais menos privilegiadas, aumentar previsibilidade e garantia das receitas de bilheteria através da implantação do Season Tickets, aumentar quantidade global de compradores de ingressos, internalização da venda de ingressos e programa de relacionamento, ingressos subsidiados para a comunidade, melhorar a experiência “Corinthians” no estádio para todos, análise de Dados, CRM e BI, adequação das faixas de precificação, melhoria e desenvolvimento de canais de venda e parcerias, maximização do uso de inteligência de dados para ativações segmentadas e customizadas, transformação da Arena em um destino diário, com atividades diversas, integração de fato e “abertura” da Arena para a população da zona Leste e do entorno, aproximação com órgãos de turismo, transformação do Oeste Inferior em uma área de comércio e serviços para atrair visitantes em dias sem jogos, potencializar atividades de esporte e lazer em áreas externas, posicionar a Arena como espaço para Eventos sociais e corporativos.
Abertura dos espaços externos para uso da população e realização de eventos esportivos, de lazer e culturais, benefícios e facilidades para moradores de Itaquera na aquisição de ingressos para determinados jogos, maior gestão sobre a qualidade e oferta de serviços prestados pelos operadores terceiros / parceiros, visando maximizar oportunidades de receitas e níveis de atendimento aos frequentadores da Arena, incluir Arena no calendário de grandes shows e turnês internacionais, valorização da experiência premium e conceito do produto, criar produtos e pacotes customizados (Camarotes, 3 Business e Oeste Superior) para o mercado corporativo, venda de produtos de matchday (avulsos) para pessoas físicas e turistas, melhorar e segmentar oferta de alimentação e bebidas, e muitos outros.

4 - Marketing

O departamento de marketing do Corinthians precisa ser atualizado com urgência, além de auxiliar diretamente no trabalho de reconstrução da imagem e da credibilidade com a torcida, que é o principal patrimônio do clube; e com o mercado, para atrair novos investimentos e patrocinadores. Entre outros projetos da minha gestão – e todos podem ser conferidos no site da Reconstrução Corinthiana – cito o ID único. Com ele, o Corinthians vai conhecer profundamente os interesses do torcedor, entender os desejos, hábitos e frequência de utilização, proporcionando melhores experiências. Todos os pontos de contato de relacionamento alimentarão uma base de dados única e proprietária do clube. Com um CRM – Customer Relationship Management, integrando inteligência no mapeamento e refino na segmentação dos diversos perfis, o clube poderá também enviar ofertas para mercado corporativo como plataforma de dados para campanhas. Sem esta ferramenta, o clube interage com uma pequena.

5 - Fiel Torcedor

O Fiel Torcedor precisa ser repensado por inúmeros motivos. O Corinthians não pode ter um programa de relacionamento com o torcedor com uma receita inferior à do Flamengo em quatro ou cinco vezes: em 2019, foram R$ 14 milhões de renda bruta do Fiel Torcedor contra R$ 61 milhões de renda líquida do programa do time carioca. A diferença é muito grande! Então vamos mudar o princípio, a ideia do plano. A prioridade e desconto na compra de ingressos têm que continuar, mas também vamos oferecer uma série de benefícios e vantagens aos torcedores que não frequentam o estádio – e neste ponto, o projeto do ID único será fundamental para enxergar os anseios e necessidades de cada um da imensa base. No projeto, ainda está a possibilidade do sócio do Fiel Torcedor também se tornar associado do clube social - o que ajudaria diretamente a sede social a se tornar autossustentável. Para finalizar, é preciso tirar da gaveta a discussão sobre a possibilidade de voto ao Fiel Torcedor. Já não podemos ficar sentados sobre esse tema. Temos que estudar, apresentar as ideias possíveis e então esperar que o Conselho e a Assembleia de sócios definam as diretrizes.

6 - Clube social

A sede social do Corinthians é um dos grandes patrimônios do clube. Na minha primeira gestão, fizemos uma lista enorme de benfeitorias e a entreguei em ótimas condições. Cuidar do clube significa não só oferecer o melhor ambiente possível para o associado, mas também preservar a história do Corinthians! A sede social precisa de uma série de melhorias, e isso demanda estudos aprofundados sobre o que fazer com o espaço ocioso. Não adianta alguém tirar da cabeça que o tema precisa ser estudado e não fazer mais nada. Mudanças grandes devem ser aprovadas nos conselhos deliberativos, como um plano diretor e uma meta de avanço para o Parque São Jorge, e, aos poucos, isso vai ser feito com a ajuda de parceiros e da iniciativa privada.
De concreto e imediato, os serviços que precisam melhorar são os de zeladoria, de vestiário, para garantir o dia-a-dia dos sócios com mais qualidade. Também queremos também trazer para o clube social pequenas e médias empresas (PME´s) interessadas em uma participação mais efetiva junto ao clube, envolvendo patrocínio de esportes olímpicos, áreas externas, equipamentos, praças, alamedas, museus, piscinas, quadras entre outros; organizar espaço para Feiras e Eventos empresariais nas dependências do clube; introduzir um polo de atração de startups voltadas à tecnologia, esporte e bem estar em área específica do clube; e realização de projetos que gerem atração a novos sócios e a antigos associados que se afastaram do clube.

7 - Responsabilidade social

Como disse o eterno presidente Miguel Battaglia: “O Corinthians é o time do povo e é o povo que vai fazer o time”. Não há como imaginar o Corinthians sem envolvimento com a população e as ações de responsabilidade social. Entre outras propostas da área, vamos criar a diretoria integrada de responsabilidade social e relações institucionais. Entre outros assuntos, a pasta cuidará das interações do Corinthians com organizações dos setores públicos e privados, apoiando a gestão do clube na busca de investimentos sociais que persigam resultados de impacto social, com caráter transformador, gerando subsídios materiais e imateriais para o Corinthians.
Também vamos criar uma instituição de terceiro setor (uma ONG ou a Fundação Corinthians), que terá como objetivo criar uma personalidade jurídica com capacidade de captação de recursos, autonomia e eficiência na prestação dos serviços sociais de sua competência. Também cito a criação do EducaSCCP, um projeto elaborado com o objetivo de levar a educação para o centro da administração e, portanto, das proposições do Corinthians. Como a instituição clube associativo tem uma função social, é preciso criar uma estrutura educacional mais sólida. O projeto, dividido em três etapas, tem o objetivo de levar a dimensão educacional como elemento constitutivo da formação de atletas feita pelo clube, chegando até à formação do atleta de futebol profissional.

8 - Futebol (masculino e feminino)

Temos uma equipe dominante no futebol feminino com grandes resultados, aceitação e engajamento da torcida. Temos que caminhar em duas frentes: uma que amplie o público que se identifica com as mulheres; e outra que encontre fontes de receitas que façam o projeto cada vez mais sustentável por si só – o que me parece muito viável, aliás.
O projeto para o futebol masculino é ter um time competitivo, que honre as tradições do Corinthians, até que as finanças do clube sejam sanadas. Depois que conseguirmos colocar o Corinthians de volta ao trilho do trem, certamente o clube assumirá o papel de protagonista permanente. Não queremos que esta mudança aconteça por um curto período, de quatro, cinco anos, como já aconteceu. Queremos que o Corinthians seja protagonista permanente! Por isso, é extremamente importante entender o novo momento, enxergar o clube de forma diferente, apoiar as mudanças e ter paciência por algum tempo para, então, assumir o protagonismo.

9 - Categorias de base

O trabalho atual da base é como todo o trabalho de gestão do Corinthians. Não se sabe muito bem para quem serve e ao que serve. É uma pena porque isso afeta o sonho de muitos jovens e suas famílias, além de ser terrível para o clube e a torcida. Lamento também que o Sub-23, um projeto teoricamente positivo porque era para ser um trabalho continuado da base, tenha virado uma ilha completamente nebulosa. O nosso projeto para esta área, entre outros pontos, é investir em tecnologia para aprimorarmos a captação de jovens com potencial. Pretendemos enxugar ao máximo o número de atletas e investir mais nos profissionais ligados à preparação. Precisamos ter as melhores comissões técnicas, compostas por profissionais de alto gabarito e trajetória. Também apostaremos na qualificação dos atletas na parte educacional.

10 - Esportes olímpicos

Na minha primeira gestão, conquistamos títulos inesquecíveis em muitas modalidades: a única medalha olímpica em esporte individual na história do clube (Thiago Pereira, na natação, em Londres-2012), recorde de medalhas de ouro de um só atleta em um Mundial de Piscina Curta (Felipe França ganhou cinco no Mundial de Doha, em 2014), Cinturão Peso Médio do UFC (Anderson Silva, 2012), UFC 153 (Anderson Silva, 2012), Mundial de Skate Vertical (Rony Gomes, 2013), Troféu Maria Lenk de Natação após 48 anos (2014), Campeonato Sul-Americano de Clubes de Basquete Feminino (2015), Campeonato Paulista de Basquete Feminino (2015), Taça Brasil de Futsal (2014) e Liga Paulista de Futsal (2013 e 2015).
Além de todos os títulos, também inovamos e contratamos um surfista (Adriano de Souza “Mineirinho”, que conquistou o Mundial em 2015 após deixar o clube). Como mostra o investimento feito à época e os resultados, eu sou um apaixonado também por esportes olímpicos. No entanto, com a situação financeira que se apresenta e é de conhecimento público, precisamos analisar, verificar o que é possível após a realização da auditoria e, então, implantar projetos de desenvolvimento de novos talentos que couberem na nova realidade do clube.
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E aí, o que acharam? Em quem vocês votariam?
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2020.09.25 21:14 Vedovati_Pisos Veja aqui razões e dicas para você comprar um cavalo

Veja aqui razões e dicas para você comprar um cavalo
Está pensado em comprar um cavalo, mas tem dúvidas sobre esse investimento?
Antes de comprar o seu primeiro cavalo é importante considerar qual é o tipo ideal para você, e ter todas as informações necessárias antes de trazer o cavalo para casa.
Não, cavalos não são um investimento barato. E sim, eles exigem cuidado, tempo e atenção.
Se você está pensando se deveria comprar um cavalo, provavelmente está considerando diversos fatores como valor, tempo disponível e até mesmo vantagens de ter o animal.
Acredite, muitas pessoas já estiveram antes nessa mesma situação de dúvida. Mas tomaram a decisão e desfrutam hoje de muitos dos benéficos de um proprietário de cavalo.
Antes de comprar seu primeiro cavalo ou pônei, é importante levar em conta antes de tudo para qual finalidade quer um cavalo, qual o montante de dinheiro disponível e com isso, poderá escolher a raça ideal para você, pois cada raça de cavalo possui suas particularidades morfológicas, uma índole típica, como também as suas aptidões para o trabalho, esporte ou para o lazer e andamentos variados.
Cavalo ou pônei?
A sua altura, idade e experiência são os primeiros fatores a considerar. Genericamente falando, as crianças se dão melhores com pôneis e os adultos com cavalos. Mas isso não é uma regra. Uma pessoa adulta de pouco peso pode se sentir confortável com um pônei mais robusto. Em contrapartida, um adolescente alto pode se dar melhor com um cavalo mais baixo. O tamanho é importante porque a forma como você monta o cavalo afeta diretamente o desempenho e a habilidade da cavalgada.
Cavalo experiente ou novato?
A compra de um cavalo já treinado e experiente ou um novato que ainda não foi treinado depende de você. Se você for um cavaleiro iniciante, um cavalo já treinado e que está acostumado com a sela é mais recomendado, seja para um passeio simples ou para saltos com obstáculos. As coisas ficam muito mais fáceis e mais prazerosas se o seu cavalo já tiver o treinamento no segmento que você deseja.
Já os cavaleiros experientes, por outro lado, terão mais satisfação ao domar e treinar seu cavalo. Ganhar seu primeiro prêmio em um campeonato é muito mais recompensador quando você ensinou ao seu cavalo tudo o que o levou à essa vitória.
Se você quer entrar em uma competição imediatamente, então é apropriado optar por um cavalo que já está treinado para o tipo de categoria que você deseja.
A raça do cavalo faz diferença?
Enquanto algumas raças são criadas para um tipo específico de trabalho, a maioria dos cavalos são adaptáveis e capazes de fazer o que você quiser. Alguns cavalos se encaixarão melhor em uns aspectos do que outros, obviamente. E tudo depende de qual atividade você deseja realizar com o equino.
Existem muitas raças diferentes de cavalos. Algumas são mais conhecidas, outras mais específicas.
Para ajudar na escolha certa, você deve conversar com criadores experientes e visitar alguns haras para saber exatamente qual o cavalo ideal para você.
8 razões para você comprar um cavalo
1 – Ajuda a manter a sua forma
Qualquer pessoa que cavalgue regularmente pode atestar o fato de que essa é uma excelente atividade física. Andar a cavalo é uma ótima maneira de se manter fisicamente ativo, especialmente na idade adulta. E se apenas cavalgar não for o suficiente, você pode fazer todas as tarefas de celeiro como um desafio extra.
2 – Seu cavalo vai economizar o dinheiro da terapia
Cavalos oferecem um grande alívio para o stress, e cavalgar no campo é a maneira perfeita de esquecer seus problemas – sejam eles profissionais ou pessoais. Os cavalos são ótimos terapeutas e a conexão emocional que você desenvolverá com o animal será intensa.
3 – Cavalgar é uma grande atividade social
Quando você vai até a baia do seu cavalo, no celeiro, é certo que acabará interagindo com outros donos, cavaleiros e treinadores. Ao andar e cuidar do seu cavalo, você terá a chance de interagir e socializar com outras pessoas. Amplie seu círculo social e agende cavalgadas com seus novos amigos.
4 – Seu cavalo pode lhe ajudar a ter mais autoconfiança
Os cavalos podem ser poderosos impulsionadores de autoconfiança. Conforme você desenvolve sua habilidade de cavalgar e constrói uma conexão com seu cavalo, a sua autoconfiança aumenta. E você poderá empregar essa confiança em outras áreas da sua vida, como no trabalho ou nos relacionamentos.
5 – Seu cavalo lhe ensinará dedicação
Cavalos exigem uma grande quantidade de tempo e atenção. E se você quer ser um cavaleiro de sucesso, a única maneira de fazer isso é trabalhando duro. Ter um cavalo vai lhe ensinar o verdadeiro significado de dedicação.
6 – Seu cavalo é um investimento de longo prazo
Claro, cavalos não são baratos, mas ao fazer esse investimento, você poderá desfrutar dele por muitos anos. É um investimento que lhe trará ótimos retornos com o passar do tempo.
7 – Cavalos constroem confiança
Quando você possui um cavalo, precisará construir confiança. Seu cavalo precisará aprender a confiar em você, e você precisará aprender a confiar no seu cavalo. Comprar um cavalo pode ajudar você a desenvolver mais confiança e paciência durante o processo, e essa é uma ótima forma de aprender a confiar em outras pessoas, também.
8 – Cavalos são recompensadores
Apesar de todo o trabalho duro, tempo e dedicação que eles exigem, os cavalos são extremamente recompensadores. Seja para se participar de corridas e campeonatos ou apenas para cavalgar em momentos de lazer, ter um cavalo é uma experiência recompensadora.
Onde encontrar o cavalo ideal para mim?
A busca pelo cavalo ideal pode ser longa e árdua se você não souber por onde começar. Não basta decidir por um cavalo ou pônei, é preciso escolher a raça certa.
Um bom ponto de partida são as associações de criadores de cavalos. Cada raça conta com uma associação específica onde você pode obter todas as informações necessárias a respeitos dos cavalos, suas aptidões e características. É uma forma de ter mais conhecimento a fim de fazer a escolha certa na hora da compra.
E, naturalmente, você não deve negligenciar os milhares dos cavalos que são anunciados para venda nos sites e publicações especializadas em cavalos, além dos que são vendidos em leilões. Isso pode consumir bastante tempo, mas muitos cavalos excelentes são vendidos desta forma.
Podem ser necessários alguns telefonemas e visitas antes de tomar uma decisão, mas, no final, você encontrará o cavalo ideal e poderá desfrutar de todos os benefícios que ele oferece.
Para te ajudar, confira abaixo uma tabela com as principais raças brasileiras e os sites das respectivas associações:

https://preview.redd.it/d2kmb8ldfcp51.jpg?width=1225&format=pjpg&auto=webp&s=d40ede4391f0e08921c3b3d2c40a8078462e8bde

https://www.vedovatipisos.com.bnoticias-artigos/comprar-um-cavalo/
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2019.11.07 03:25 Mustafasustenido Completei 30 anos, virei mago e isso me abalou profundamente

Caros colegas redditors.
Buscarei a melhor forma de contar essa história aqui e farei um TL;DR no fim, mas tentarei não deixá-la massiva.
Então... venho de uma família classe média alta onde o que mais tive foi amor e carinho.
Em minha adolescência viajei bastante pelo mundo com minha família, estudei em uma escola excelente, fiz muitos amigos (alguns hoje são meus irmãos de vida) e posso dizer que foi o melhor período de minha vida.
Porém nunca consegui me relacionar com nenhuma mulher. Terminei o ensino médio sem nunca ter dado um beijo. Só tendo encostado na mão de uma menina 1x e passando por dezenas de rejeições (perdi as contas da quantidade de vezes que me apaixonei e não fui correspondido).
Sei que isso, em partes, se explica pelo fato de eu ter sido o ser humano mais magro (com saúde) que já conheci. Sem entrar em muitos detalhes meu IMC era por volta 13, eu era literalmente só o osso. Mais de 1,80m e menos de 50 kg (muito tempo depois descobri que é simplesmente a genética, mesmo malhando existe uma barreira pra meu peso e cada segundo de sedentarismo me faz emagrecer), exames perfeitos. No fim da adolescência entrei pra academia e consegui um corpo magro normal, porém o estrago na minha autoestima já estava feito (apesar de eu ter convicção que a qualquer momento, naturalmente, as coisas aconteceriam e eu acharia alguma menina pra me relacionar).
Passei em uma das melhores faculdades do país, no curso que eu queria, saí de casa pra morar sozinho e estudar, tinha tudo pra minha vida continuar as mil maravilhas, mas encontrei meu primeiro problema. O local de estudo só tinha homens e, como eu não era muito de sair, me bateu um grande desespero de continuar BV por muito tempo, já que não teria contato com mulheres... Enfim, uma depressão apareceu e fiquei quase 2 anos praticamente na rotina casa-faculdade-casa (além de minha família ter colocado quase uma babá em minha casa, pra que eu pudesse ficar mais relaxado). Foi com sobras o pior período de minha vida, em momentos de crise não conseguia comer praticamente nada, em momentos normais eu tinha que empurrar cada refeição. Voltei pra um estado de muita magreza (IMC 14,5), parei de fazer atividades físicas... minha família percebia pouco porque, além da distância, meu desempenho continuou excelente. Meus amigos de infância estavam em outras cidades e meus amigos da faculdade não pareciam notar nada (até porque já me conheceram nesse estado).
Consegui começar a superar essa situação depois de um grave problema de saúde na família. Entendi que nada do que eu sentia se justificava com tanto sofrimento que eu estava vendo daquele ente querido próximo a partir. Tanto que, depois da sua morte meus pensamentos voltaram a funcionar quase que normalmente (algumas recaídas de vez em quando) e voltei a ter aquela certeza adolescente que a qualquer momento naturalmente eu ia encontrar uma parceira.
Resumindo bastante, terminei a faculdade e comecei a trabalhar numa das maiores empresas do país, em uma cidade média do Brasil. Em pouco tempo eu assumi uma função de gestão e hoje estou quase no topo da carreira. Além disso dou palestras periodicamente para centenas de pessoas e ministro um curso noturno na área em que sou referência. Minha remuneração é o equivalente a 1 carro popular a cada 2 meses.
Ah... não possuo redes sociais
O que vou falar agora pode ficar parecendo querer me "gabar", mas é só pra enaltecer a gravidade da situação e o quanto tudo pesa em mim.
Meu modelo de gestão virou referência na empresa (e no mercado em geral), por criar uma equipe "família" (tenho muita facilidade em analisar perfis de pessoas e criar ambientes de trabalho que funcionam de maneira leve), os funcionários da empresa simplesmente me vangloriam pela forma como eu levo as coisas e resolvo as situações. Um dia desses um antigo auxiliar de serviços gerais (o qual sempre incentivei [verbalmente e financeiramente] a terminar o curso que estava fazendo) que conseguiu vaga de assistente administrativo em outra empresa veio pessoalmente me agradecer (até uma lembrança me deu, que guardo com bastante carinho) por conta dos ensinamentos que passei pra ele, que, segundo o mesmo, "foram de grande importância para o crescimento na carreira dele".
Dou palestra pra centenas de pessoas por mês, pra falar sobre a área que domino e está em ascensão em todo o mundo. As palestras tem sido um sucesso, e a plateia aumenta a cada ciclo. Sempre tive muita facilidade pra falar (e prender a atenção das pessoas) em público.
Minhas aulas noturnas também correm de maneira bastante positiva. Sempre tive prazer em ensinar e ver o aprendizado de cada estudante (principalmente os que mais tem dificuldades) me dá uma sensação de dever cumprido muito grande.
Além disso tudo sou multi-instrumentista. A música é parte de mim e sempre quis compartilhar com o máximo de pessoas possível. Dessa forma, sou um dos fundadores (e professor) de um projeto comunitário com objetivo de transformar a vida das pessoas de uma maneira efetiva.
Dito isso, volto pra o ponto do desabafo do tópico.
Completei 30 anos, sou BV e, obviamente, virgem e isso vem me destruindo a cada dia que passa. Todas as pessoas próximas a mim já tem família, ou pelo menos namoradas sérias/noivas e eu mal encostei na mão de uma mulher.
Analisando friamente (uma das minhas maiores virtudes são as autocríticas) sou um homem nota 7 de rosto (sei que nos achamos mais bonito do que o que somos, mas já descontei uns pontos, risos) e 3 de corpo. (recentemente estava melhor de corpo mas ansiedade que venho sentindo nos últimos meses vem me corroendo, e tenho total consciência que não posso por a desculpa dos meus insucessos integralmente no meu corpo)
Ninguém sabe que sou BV e meus dois amigos mais próximos sabem que sou virgem.
Mensalmente recebo a sugestão de procurar uma prostituta, mas meu EU me diz que isso seria a maior prova que sou incapaz de conseguir um primeiro beijo com uma moça que gostasse de mim de verdade (e nem sei se é recomendado beijar prostitutas, risos).
Meus amigos já tentaram me "armar" com conhecidas em festas, mas nas duas vezes que isso aconteceu notei que as moças não queriam e nem tentei forçar a barra. Acabei saindo das situações muito pior do que antes, sentindo a rejeição na pele mais uma vez. Sabe aquela facilidade pra falar em público? Isso desaparece integralmente em contatos sociais diretos com muitas pessoas do sexo feminino (principalmente em festas, que nunca gostei e hoje em dia mal vou, a não ser as do trabalho ou quando faço parte da banda). Na verdade ir em festas no geral me cansa MUITO, vou uma vez por ano, depois de muita insistência dos amigos, porque sei que vou ficar lá 5-6h com cara de paisagem, sem despertar o interesse de nenhuma mulher random por conta de não conseguir ter a mínima postura e não ter um corpo tão legal pra gerar interesse numa numa festa.
Tenho total convicção que, se eu fosse uma mulher, jamais pegaria um cara inibido como eu num ambiente de festa, eu simplesmente me reduzo a um pedacinho de nada, sei que isso é muito por conta da baixa autoestima devido ao meu corpo e às rejeições femininas que sofri na adolescência.
Minha rotina hoje em dia se resume basicamente a:
Trabalhar de segunda à sexta o dia todo (e noite), tento ler algo pra relaxar;
Sexta à noite (pelo menos a cada 15 dias) saio com meus amigos (e suas esposas) pra um barzinho;
Sábado trabalho mais um pouco, assisto futebol e vou dar aula de música para o pessoal no projeto;
Domingo passo o dia feliz com minha família, à noite vou à missa pra relaxar um pouco o espírito e me preparar para a semana.
Sinto um pouco de tristeza principalmente ao escrever que passo o "domingo feliz" com minha família, com um toque de desdém. Porque realmente tinha tudo pra ser algo perfeito, mas meu EU interno já passa cada minuto, em cada uma dessas atividades, pensando no quanto de vida eu perdi por chegar aos 30 anos sem ter me relacionado com uma mulher e saber que esse tempo não volta atrás nunca.
Saber que jamais vou ter uma namoradinha aos 15 anos, conhecer aos poucos e sem maiores pressões como um relacionamento funciona. Ir de mãos dadas ao shopping, assistir um filme, trocar palavras, olhares... Cada vez que penso nisso parece que uma parte de mim fica pra trás, não consigo exprimir com palavras o vazio que isso me faz sentir.
O estopim para que eu resolvesse desabafar e (com fé em Deus) procurar ajuda profissional foi o seguinte:
A empresa é composta majoritariamente por homens e mulheres de mais idade, mas possui algumas estagiárias e o pessoal sempre me fala na resenha (não sei até que ponto é resenha [na verdade eu sei que não é resenha]) que elas fazem de tudo pra se envolverem comigo (lembra aquela história de que sou bom pra traçar perfis de pessoas e montar equipes? Pois é, quando o assunto é relacionamento com mulheres eu não sei interpretar os sinais mais básicos). Obviamente eu jamais me envolveria com uma estagiária (até mesmo uma ex-estagiária), por razões profissionais, mas já recebi muitos "convites" via Whatsapp, que acabo levando na brincadeira pra não queimar minha reputação.
Enfim, recentemente chegou o ponto que resolvi que meu psicológico era mais importante do que meu medo de "me queimar" e comecei a conversar com uma estagiária (10 anos mais nova e de família humilde[claro que não ligo pra isso, só estou dizendo aqui pra que você me ajudem a interpretar a situação depois]) que já estava terminando o contrato e ia ser efetivada em outra cidade. A iniciativa foi minha (e isso me fez ter ainda mais vontade de que desse certo), mas, mesmo sendo um poste, eu sempre notei a forma que ela me olhava, sorria e nas conversas que tivemos nossas ideias se batiam muito, além de ela me atrair fisicamente e ser bastante inteligente.
Começamos a conversar diariamente via Whatsapp (evitávamos contato pessoal por conta do ambiente da empresa). Pouco antes do contrato dela acabar surgiu o momento e falamos mutuamente do que sentíamos, dos problemas que isso podia trazer pra vida profissional, mas acabamos concordando que valeria a pena tentar algo. Um tempo depois resolvi chamá-la pra sair e ela aceitou, mas veio com uma conversa que não era pra eu criar expectativas e que ela "não era fácil" (com outras palavras mas em resumo era isso). Confesso que achei meio estranho, há pouco tempo havíamos nos aberto um para o outro, mas não entendo nada de mulheres mesmo, então vamos seguir a história.
Tive o primeiro encontro da minha vida (sim, aos 30 anos, repito) levei ela pra jantar em um local que não fosse o mais caro da cidade (pensei que ela se sentiria mais confortável caso pudesse pagar o que havia consumido, se desejasse).
Saí de casa bastante nervoso, mas seguindo à risca tudo que os tutoriais on-line tinham me ensinado. Asseado, perfumado, bem vestido (como se eu já não vivesse assim...) e tentando o máximo possível ser simplesmente eu.
Chegamos ao local (um pouco preocupados que algum conhecido nos visse), mas a coisa fluiu tão naturalmente que, aos poucos o nervosismo foi passando. Aproveitamos o momento "livres" e conversamos sobre muita coisa ao longo de quase 3 horas (sem nenhuma forçação de barra, a coisa realmente acontecia de maneira espontânea), falamos um pouco sobre nossas vidas, nossos anseios, falamos mal das pessoas das mesas vizinhas... isso tudo com intensas trocas de olhares. Chegou um ponto que tomei coragem, segurei na mão dela e, pasmem, ela deixou. Fiquei ali de mãos dadas com ela (foi uma das melhores sensações que já tive na vida), trocando carícias e conversando por mais alguns minutos, quando decidi que era hora de sair e tentar algo.
Como já disse, antes do encontro eu estava muito nervoso, mas depois de todo aquele tempo com ela eu percebi que as coisas realmente iam acontecer de forma bastante natural.
Saí do restaurante abraçado com ela, fomos em direção ao carro (estava num local isolado), fiquei de frente com ela, falei 2 palavras e fui em direção ao meu primeiro beijo.
Ela simplesmente se virou e disse "na-não" (foi mais em forma de ruído de negação, mas achei melhor escrever assim), nesse momento não entendi mais nada (teria interpretado algum sinal de forma errada? Deveria insistir?).
Dei um abraço nela falei algumas palavras, tentei novamente e recebi mais uma rejeição.
Não soube o motivo (até agora não sei), mas preferi não insistir, demos um abraço demorado e levei ela pra casa, conversando sobre outras coisas.
Faz pouco tempo que isso aconteceu e ainda trocamos algumas palavras via Whatsapp. O que me deixa tranquilo é que eu pelo menos tirei a bunda da cadeira e tentei. Mas a frustração de mais uma rejeição é algo incomensurável pra mim. Não sei quando terei contato com outra mulher a esse ponto (estatisticamente eu tenho contato, com chances de dar algo, com uma mulher a cada 2 anos, e, é claro, nunca deu certo)
Com relação a esse encontro (eu queria até a opinião dos colegas redditores) eu trabalho com 3 hipóteses:
1 - Ela quer algo, mas não quis se mostrar fácil/interesseira (como as outras estagiárias que mandam mensagens diretas pra mim por Whatsapp) e está esperando outro convite meu para que possamos sair novamente e finalmente ocorra algo;
2 - Ela não quer mais nada por conta de uma das milhares de coisas que podem estar se passando na mente dela;
3 - Isso foi a prova de que meu corpo possui alguma substância não identificada, incolor, inodora e insípida, que cria uma barreira contra mulheres.
Não sei se vale a pena insistir, estou tão frustrado que não consigo ter forças pra um contato mais direto (apesar de sentir muita falta das conversas com ela);
Pra finalizar, meu desespero hoje é tão grande que penso até em fazer uma rede social (coisa que nunca tive) só pra me "amostrar" (algo que é totalmente contra meu perfil). Mostrar meus carros, minha casa na praia, minhas viagens semanais, meus momentos com os amigos, sei lá, qualquer coisa que pudesse gerar alguma curiosidade sobre mim para as mulheres.Mas aí me olho no espelho e percebo que quando chegar a esse ponto eu realmente não estarei mais sendo eu e algo de muito errado (além do que já está se passando) estará acontecendo.
TL;DR: Homem, 30 anos, família perfeita, muitos amigos (alguns verdadeiros irmãos), trabalho dos sonhos, ótima situação financeira, porém BV e virgem.
Fazendo um resumo desde a adolescência:
Comecei a aprender sobre música achando que com isso um relacionamento viria naturalmente (ao menos a música virou uma paixão real em minha vida);
Comecei a fazer academia achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
Comecei a cursar um dos cursos mais concorridos do Brasil achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
Comecei a trabalhar e hoje ganho mais do que 99% da população brasileira achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
E não veio. Hoje não sei mais o que buscar ou a quem recorrer... A ansiedade (ou seria depressão?) está chegando a tal ponto que me vejo totalmente refém de alguns pensamentos que me atrasam bastante. Eu não consigo, por exemplo, passar mais de 15 dias (ou ir pra um lugar distante) longe da minha família/amigos próximos. Começa a bater um desespero (tipo os que eu sentia na depressão quando tinha 20 anos) e começo a pensar que eu poderia estar ali com uma companheira, aproveitando cada segundo. Já desisti de diversas viagens para fora do Brasil por conta disso. Coisa que fazia naturalmente na adolescência.
Sinto que a cada dia a bolha vai aumentando, a ponto de começar a atrapalhar nos meus trabalhos e vida pessoal, viagens a trabalho para fora do estado estão se tornando um sofrimento (as consequências de todos meus medos recaem sobre meu sistema digestivo), acordo à noite desesperado com medo do dia de amanhã, comecei a procrastinar algumas coisas e perder o tesão em diversas situações de prazer do dia a dia (não consigo mais jogar videogame por achar que isso me torna ainda mais virgem e inútil. A própria masturbação se tornou um momento de tristeza. Tocar piano, violino, violão, etc sozinho muitas vezes só me traz dor).
Cada elogio que recebo na empresa, palestras, aulas, crianças no projeto de música, família, amigos, parece aumentar o vazio que sinto.
Gostaria de simplesmente arrumar uma companheira e viver a vida a dois, viajar, compartilhar momentos, beijar, quem sabe, caso a coisa desse certo, ter filhos, criar uma família...

De qualquer forma, me sinto um pouco mais leve por ter passado 2 horas escrevendo e tendo exprimido todos esses sentimentos pela primeira vez (pra o lado de fora de minha cabeça).
Estou pensando em procurar um psicólogo (creio que já devia ter feito isso desde a minha primeira depressão lá nos 20 anos). Como garantir que eu, sendo uma figura conhecida na cidade não terei todas as minhas histórias íntimas divulgadas (sei que psicólogo é uma profissão muito séria, peço até desculpas de antemão caso essa pergunta ofenda alguém, mas uma pessoa má intencionada poderia destruir toda minha reputação externalizando minha intimidade). Na verdade a pergunta é "como escolher um psicólogo?". Caso não dê certo é normal trocar de psicólogo?
Obrigado a todos pela atenção.
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2019.08.05 05:45 altovaliriano Haters a espera de "A Dança dos Dragões"

Link: https://bit.ly/2YJSOhS
Autora: Laura Miller
Título original: Just Write It!

[...] Não houve acréscimo à série “As crônicas de Gelo e Fogo” desde 2005, quando surgiu o quarto volume. E aquele livro, intitulado “O Festim dos Corvos”, era apenas metade de um romance: ele havia sido removido cirurgicamente de um manuscrito que, com mil e duzentas páginas, ainda não estava completo quase cinco anos após a publicação do terceiro volume. Como “O Festim dos Corvos” seguiu com as aventuras de vários novos personagens - e deixou o destino de vários personagens populares não resolvidos desde o final do livro anterior - alguns fãs ficaram desapontados. Martin incluiu um post-scriptum em “O Festim dos Corvos” explicando o que ele havia feito - e então, como ele me disse, “cometi o erro fatal de dizer: 'mas o outro livro está parcialmente escrito e eu devo poder terminá-lo dentro de um ano’.”
Passados seis anos, alguns dos fãs de Martin ficaram extremamente inquietos. A mesma cultura de blogs que permite que um escritor de fantasia como Neil Gaiman promova um senso de intimidade com seus leitores também pode expor um autor a crítica permanente quando eles ficam descontentes. Os fãs desesperados para descobrir o que aconteceu a personagens como Tyrion Lannister - um anão inteligente e cínico nascido em uma das famílias mais poderosas dos Sete Reinos - acharam cansativo ir verificar o site de Martin em busca de atualizações sobre o quinto livro da série “A Dança dos Dragões” e encontrar, ao invés disso, postagens sobre esportes ou política. Eles começaram a reclamar na seção de comentários do blog de Martin e em Westeros.org.
Como moderador-chefe da Westeros.org, García excluiu as postagens do fórum que considerava “não construtivas”, incluindo as especulações cada vez mais violentas sobre a causa do atraso e o destino final da saga. O blog de Martin foi monitorado de forma semelhante. O descontentamento logo se espalhou para outras plataformas - de fóruns de ficção científica e fantasia a fóruns de discussão na Amazon.com. Um usuário escreveu: “George R. R. Martin, você é um saco... tire a porra da máquina de escrever da sua bunda e comece a digitar”.
Outro brincou dizendo que Martin havia escrito um livro chamado “Como lucrar muito depois de escrever meia saga”. Essa invectiva floresceu mesmo depois de, no começo de março, Martin ter anunciado que “A Dança dos Dragões” será finalmente publicado em 12 de julho. Um leitor cético na Amazon.com disse: "Não espere segure o fôlego, a menos que você goste de desmaiar".
Toda uma comunidade de apóstatas - um fandom das trevas - agora se dedica a provocar Martin, seus associados e leitores que insistem que ele tem trabalhado duro na saga e que tem o direito de levar o tempo que precisar. Até mesmo [Neil] Gaiman foi arrastado para a contenda quando ele respondeu, em seu próprio blog, a uma pergunta sobre o atraso de Martin, com a seguinte repreensão: "George R. R. Martin não é a sua vadia."
Os ataques on-line a Martin sugerem que alguns leitores têm uma nova ideia sobre o que um autor lhes deve. Eles se veem como clientes, não como devotos, e esperam um serviço rápido e consistente. Martin, que tem sessenta e dois anos, me disse que [seu assistente, Ty] Franck chama os leitores descontentes de a Geração de Direitos: “Ele acha que todos são jovens; adolescentes ou na casa dos vinte. E que a geração deles só quer o que querem, e eles querem agora. Se você não der a eles, eles ficarão putos".
[...]
Um professor escolar norueguês chamado Remy Verhoeve é um desses leitores hiper-dedicados. Até um amigo ter lhe persuadido a ler “A Guerra dos Tronos”, ele nunca tivera um gosto especial por ficção de fantasia, com exceção de “O Senhor dos Anéis”. Em sua opinião, os três primeiros volumes de “As Crônicas de Gelo e Fogo” são "os melhores romances que eu já li". Depois de descobrir a série, ele leu esses três livros dez vezes cada um. “Às vezes, uma obra de arte aparece e muda tudo”, ele me disse. No entanto, Verhoeve, operando sob o nome de guerra Slynt, agora administra um fórum na web dedicado a denegrir Martin e seus partidários. O site chama-se "Is Winter Coming?" - um joguete malicioso com "Winter is Coming", o lema dos Starks, uma das famílias centrais da série.
Como toda guerra prolongada da Internet, o cisma no fandom de Martin é difícil de compreender se visto de fora. Cada lado nutre queixas contra o outro, e qualquer conversa entre os dois degenera em ataques ad hominem. (Na verdade, a briga pode nunca ter consistido em nada além de ataques ad hominem). Encastelados em seus respectivos fortes, cada lado amplia sua própria indignação. No entanto, se você conversar com participantes individuais, ele ou ela afirmará ser desapaixonado. "Pessoalmente, me sinto um pouco triste por eles", disse García sobre seus inimigos.
Na opinião de Verhoeve, os fãs descontentes - que às vezes chamam a si mesmos de GRRuMblers - formaram um movimento de renegados em 2009, depois que Martin fez um post no blog intitulado “Aos Meus Detratores” [“To My Detractors”]. Foi a tentativa de Martin de dar uma resposta definitiva à “onda crescente de veneno acerca do atraso de 'A Dança dos Dragões'.” Ele continuou: “alguns de vocês estão zangados por eu assistir futebol durante o outono”. Outros usuários, como ele observou, se opuseram a ele “estar visitando lugares como Espanha e Portugal (no ano passado) ou Finlândia (este ano)”. O post terminava: “Como alguns de vocês gostam de apontar em seus e-mails, eu tenho 60 anos e sou gordo, e vocês não querem que eu 'dê uma de Robert Jordan' pra cima de vocês e acabe por lhes negar o seu livro. Ok, eu entendi a mensagem. Vocês não me querem fazendo nada que não "As Crônicas de Gelo e Fogo"(E tudo bem se eu talvez precisar mijar de vez em quando?)”.
Verhoeve (que havia sido banido do Westeros.org) ficou irritado com a postagem de Martin, e alguns dias depois ele montou o “Is Winter Coming?”. O tom do fórum foi inspirado em “Finish the Book, George”, um blog iniciado em 2008 por dois irmãos que usavam os apelidos Pesci e Liotta - uma referência a dois atores do filme de gângsteres “Os Bons Companheiros”. Os donos dos pseudônimos pegaram a ideia de outro post no blog de Martin, em que o autor admoestava os visitantes a comentar sobre o assunto da postagem ou caírem fora. (“Se vocês quiserem comentar sobre outros assuntos, incluindo, mas não limitado a, o atraso de 'A Dança dos Dragões’, tudo bem, basta fazê-lo em seus próprios blogs”). Em resposta, Pesci e Liotta começaram a publicar posts irritantes, um após o outro, tornando-se uma espécie de heróis entre os detratores. Em um post se lê: “Como todos nós sabemos que GRRM não consegue escrever a menos que ele esteja em seu lugar especial, vestindo suas botas especiais, com a temperatura em exatamente 69 graus e o sol alinhado com Aquário, eu assumo que isto é outro sinal de que o grande cara não digitou nenhuma palavra de ADWD hoje.”
Os irmãos têm sido menos ativos ultimamente, mas “Is Winter Coming?” está zumbindo com criatividade hostil. Até agora, o fórum produziu um “guia de campo” listando os vários tipos de defensores de Martin e como eles podem ser refutados; um breve texto pseudo-legal intitulado "O povo vs. George R. R. Martin"; alguns gráficos detalhados que tentam demonstrar quão poucas horas Martin dedicou a escrever “A Dança dos Dragões” por ano, com base nas postagens em seu blog; e a “Enciclopedia GRRuMbliana”, de 300 páginas, que inclui uma história espirituosa do fórum. Membros também escreveram “O Festim dos Trolls” e “A Dança dos Detratores”, longas paródias narrativas, no estilo de “As Crônicas de Gelo e Fogo”, que apresentam caricaturas grosseiras de Martin e seus principais defensores, incluindo Gaiman. Uma pequena editora fez um acordo com Verhoeve para compilar algumas das postagens de seu blog em um livro, intitulado "Waiting for Dragons".
[...]
Martin sabe o que é ser provocado por uma série de entretenimento. Ele mesmo experimentou isso sendo um espectador fiel de "Lost", a série de aventura da ABC sobre um grupo de náufragos presos em uma ilha misteriosa. “Continuei assistindo e estava fascinado”, lembra ele. “Eles apresentavam um monte de coisas e achei que eu tinha noção de para onde estava indo. Então eles apresentaram mais coisas e eu tive que pensar melhor.”
Como muitos fãs de “Lost”, Martin se ressentiu do final místico da série, que deixou dezenas de tópicos narrativos em suspensão. “Assistíamos todas as semanas tentando descobrir, e à medida que a coisa se aprofundava, eu ficava dizendo: 'É melhor que tenham algo bom em mente para o fim. É bom que valha a pena isso aqui’. E então me senti tão enganado quando chegamos à conclusão.”
Martin se considera ligado a um contrato informal com seus leitores; sente que lhes deve seu melhor trabalho. No entanto, ele não acredita que isso lhes dá o direito de ditar os detalhes de seu processo criativo ou de reclamar sobre como ele gerencia o próprio tempo.
Embora alguns detratores, como Verhoeve, atribuam sua repugnância a Martin à sua suposta inabilidade com Relações Públicas e “falta de comunicação adequada”, a essência de sua queixa é transacional. Em uma postagem, Liotta se queixou de que ele e “literalmente centenas de milhares de outras pessoas gastaram incontáveis horas e dólares em fiel dedicação” ao trabalho de Martin. Não faz muita diferença para esses fãs que eles já sabiam que a série não estava terminada quando começaram a lê-la, ou que os livros nos quais gastaram todo esse tempo e dinheiro já estão com eles. Para os detratores, o contrato de Martin com eles era para uma história completa, e o compromisso deles com a saga era oferecido com a presunção de que Martin lhes entregaria uma conclusão satisfatória.
Ao contrário do que seus críticos mais extravagantes alegam, Martin insiste que tem trabalhado continuamente em “A Dança dos Dragões”. “Eles têm todas essas teorias insanas de que o livro está concluído há anos, mas que eu estou sentado sobre ele até que a série da HBO seja lançada, para ganhar mais dinheiro”, diz ele. "Ou que eu passei o livro para outro escritor, ou que perdi todo o interesse pela saga e agora só quero fazer outras coisas."
[...]
Martin explicou que ele está ajustando algumas partes de “A Dança dos Dragões” há dez anos. Ele tem um "verdadeiro relacionamento de amor e ódio" com um capítulo de Tyrion Lannister, o anão: "Eu arranquei e pus de volta, eu arranquei e pus de volta. Então eu o pus como uma sequência de sonhos, e então eu arranquei novamente. Essas são as coisas que eu tenho feito”.
Tal indecisão, Martin suspeita, pode estar sendo alimentada pelas expectativas crescentes sobre "As Crônicas de Gelo e Fogo". As resenhas para a saga foram "melhores em ordem de magnitude" do que as que ele recebeu para qualquer outra coisa. Depois que o quarto volume saiu, a Time o sacramentou como “o Tolkien americano”. Muitos leitores já disseram a Martin que sua história é a maior história de fantasia de todos os tempos. Com o show da HBO chegando e seus críticos online respirando em seu pescoço, a pressão se tornou ainda mais intensa.
"Eu não quero parecer um chorão ou alguém que está reclamando", disse Martin, enquanto a luz do sol da tarde entrava colorida pelos vitrais. "Não! Eu estou vivendo o sonho aqui. Eu tenho todos esses leitores que estão esperando pelo livro. Quero lhes dar algo fantástico. Ele fez uma pausa. “E se eu estragar tudo no final? E se eu fizer um ‘Lost’? Então eles virão atrás de mim com ancinhos e tochas”.
Martin espera que, depois de superar os problemas particularmente espinhosos de “A Dança dos Dragões”, os dois últimos livros saiam muito mais rápidos. Alguns detratores insistem que ele nunca completará a série, e eles gostam de matraquear sobre quem deve substituí-lo se ele der uma de Jordan. Martin, no entanto, indicou que ele não permitirá que outro escritor termine "As Crônicas de Gelo e Fogo". A história começou e terminará por suas mãos.
Em determinado ponto, fiz uma pergunta para Remy Verhoeve. Suponha que “As Crônicas de Gelo e Fogo” nunca tenham um final adequado. Ele ainda teria aqueles três livros, aqueles que ele considera os melhores que ele já leu. Isso não seria um consolo? Ele ficou quieto por um tempo antes de responder: “Sim. Eu acho que sim. Embora às vezes eu preferisse nunca ter lido esses livros”.
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